sábado, 23 de junho de 2012



Elementos multimídias na Educação Especial

 O uso de elementos multimídia no ensino de pessoas com Necessidades Especiais é de grande importância para um trabalho efetivo e de qualidade.Utilizar recursos e materiais que ajudem a desenvolver alunos com necessidades especiais vai promover uma Educação qualitativa e igualitária.Além de possibilitar ao aluno outras possibilidades de aprendizagem poderão auxiliar as famílias do portador de necessidade especial condições de ajudar e participar dessa educação escolar.
           Os alunos surdos ,por exemplo geralmente encontram dificuldades de relacionamento em consequência de sua comunicação , com suas famílias. O uso de alguns softwares como o dicionário de libras possibilitaria as famílias a se comunicarem melhor com seus filhos surdos.Além disso uma constante atualização é necessária por parte do professor e o dicionário daria subsídios e contante atualização.

Na secção Software Educativo encontra também programas de apoio à comunicação, tais como: Língua Gestual.


Idioma: Português
O que é?
Dicionário da Língua Gestual Portuguesa, Enciclopédia da Língua Gestual Portuguesa e histórias online para crianças do 1º ciclo do ensino básico.
Imagens:
Exemplo do dicionário:
Desenho de uma gaivota Vídeo de uma pessoa fazendo a palavra gaivota em língua gestual
Foto Vídeo

Instalação:
Para abrir o programa: executar o ficheiro histórias.exe (368 Kb) . Abrir-se-á uma janela de Transferência de Ficheiros na qual deve ser seleccionado o botão ABRIR.
Se pretender instalar no seu computador, copie os ficheiros da pasta Programas CD/Apoios Educativos/Lingua Gestual para o computador e execute o ficheiro de instalação.








Língua de Sinais


                   As Línguas de Sinais (LS) são as línguas naturais das comunidades surdas.
                  Ao contrário do que muitos imaginam, as Línguas de Sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias.
             Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico.
O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas são denominados sinais nas línguas de sinais.

            Sinais :
              Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais:
       *Configuração das mãos: São formas das mãos que podem ser da datilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante (mão direita para os destros ou esquerda para os canhotos), ou pelas duas mãos.
Os sinais DESCULPAR, EVITAR e IDADE, por exemplo, possuem a mesma configuração de mão (com a letra y). A diferença é que cada uma é produzida em um ponto diferente no corpo.
        * Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante configurada, ou seja, local onde é feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro.
          * Movimento: Os sinais podem ter um movimento ou não. Por exemplo, os sinais PENSAR e EM-PÉ não têm movimento; já os sinais EVITAR e TRABALHAR possuem movimento.
             * Expressão facial e/ou corporal: As expressões faciais / corporais são de fundamental importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em Língua de Sinais é feita pela expressão facial.
           * Orientação/Direção: Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação à direcionalidade.mais línguas é a sua modalidade visual-espacial.
O aluno surdo e a escola
                Na concepção clínico-terapêutica de surdez, os surdos são vistos como tendo uma deficiência, a qual deve ser curada para que eles possam se aproximar do normal, o ouvinte. Para isso, os surdos são submetidos a um trabalho de habilitação e/ou reabilitação, visando desenvolver suas habilidades auditivas, bem como a aquisição da linguagem oral. 
                   Na concepção sócio-antropológica, por outro lado, os surdos são vistos como tendo um acesso diferente ao mundo, o que implica em diferenças em relação aos ouvintes. Pelo fato de não ouvirem, os surdos constituem seu conhecimento de mundo através do canal visual-gestual, adquirem a língua de sinais sem dificuldade e esta vai possibilitar o desenvolvimento tanto dos aspectos cognitivos, como sócio-emocionais, e   lingüísticos. 
               A grande dúvida que pais e muitos educadores tem sobre a inclusão de alunos surdos em classes regulares termina quando essa concepção sócio-antropológica é levada em consideração e se percebe que nas classes específicas ,junto de seus pares , o aluno surdo aprende ,em libras,de maneira natural e efetiva todos os conteudos desenvolvidos pelos alunos de classes regulares.

A Educação Especial é o ramo da Educação que se ocupa do atendimento e da educação de pessoas com deficiência em instituições especializadas, tais como escolas para surdos, escolas para cegos ou escolas para atender pessoas com deficência mental. Dependendo do país, a educação especial é feita fora do sistema regular de ensino. Nessa abordagem, as demais necessidades educativas especiaisque não se classificam como deficiência não estão incluídas. Não é o caso do Brasil, que tem uma Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e que inclui outros tipos de alunos, além dos que apresentam deficiências.
A educação especial é uma educação organizada para atender especifica e exclusivamente alunos com determinadas necessidades especiais. Algumas escolas dedicam-se apenas a um tipo de necessidade, enquanto outras se dedicam a vários. O ensino especial tem sido alvo de criticas por não promover o convívio entre as crianças especiais e as demais crianças. Por outro lado, a escola direcionada para a educação especial conta com materiais, equipamentos e professores especializados. O sistema regular de ensino precisa ser adaptado e pedagogicamente transformado para atender de forma inclusiva.
O termo "educação especial" denomina tanto uma área de conhecimento quanto um campo de atuação profissional. De um modo geral, a educação especial lida com aqueles fenômenos de ensino e aprendizagem que não têm sido ocupação do sistema de educação regular, porém têm entrado na pauta nas últimas duas décadas, devido ao movimento de educação inclusiva. Historicamente, a educação especial vem lidando com a educação e aperfeiçoamento de indivíduos que não se beneficiaram dos métodos e procedimentos usados pela educação regular. Dentro de tal conceituação, no Brasil, inclui-se em educação especial desde o ensino de pessoas com deficiências, transtornos globais do desnevolvimento e altas habilidades/superdotação, passando pelo ensino de jovens e adultos, alunos do campo, quilombolas e indígenas, até mesmo o ensino de competências profissionais.
Dentre os profissionais que trabalham ou atuam em educação especial, estão educador físico, professor, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, entre outros.
Sendo assim, é necessário antes de tudo, tornar reais os requisitos para que a escola seja verdadeiramente inclusiva, e não excludente.