O aluno surdo e a escola
Na concepção clínico-terapêutica de surdez, os surdos são vistos como tendo uma deficiência, a qual deve ser curada para que eles possam se aproximar do normal, o ouvinte. Para isso, os surdos são submetidos a um trabalho de habilitação e/ou reabilitação, visando desenvolver suas habilidades auditivas, bem como a aquisição da linguagem oral.
Na concepção sócio-antropológica, por outro lado, os surdos são vistos como tendo um acesso diferente ao mundo, o que implica em diferenças em relação aos ouvintes. Pelo fato de não ouvirem, os surdos constituem seu conhecimento de mundo através do canal visual-gestual, adquirem a língua de sinais sem dificuldade e esta vai possibilitar o desenvolvimento tanto dos aspectos cognitivos, como sócio-emocionais, e lingüísticos.
A grande dúvida que pais e muitos educadores tem sobre a inclusão de alunos surdos em classes regulares termina quando essa concepção sócio-antropológica é levada em consideração e se percebe que nas classes específicas ,junto de seus pares , o aluno surdo aprende ,em libras,de maneira natural e efetiva todos os conteudos desenvolvidos pelos alunos de classes regulares.
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